48ª edição do Oscar do Seguro reúne nata do setor no Copacabana Palace

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No palco do teatro do Copacabana Palace, os vencedores do Oscar do Seguro 2023/24 – Foto: Bruno Patrocínio

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48ª edição do Oscar do Seguro - CVG-RJ


O time campeão exibe o Oscar do Seguro ao lado da diretoria do CVG-RJ para a foto oficial dos vencedores do ano


“Seguro de vida, a verdadeira carta de amor”. Essas foram as últimas linhas de uma carta de amor transformada em métricas e rimas que marcaram a entrega da 48ª edição do Oscar do Seguro — 2023/24. A plateia lotou o teatro do hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio, na noite de 26 de setembro, para vibrar com os vencedores daquela que é considerada a mais tradicional premiação do seguro no país. “Trabalhamos pela cultura do seguro e deixamos essa carta de amor para quem vem depois”, disse o anfitrião e presidente do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), Edson Calheiros, ressaltando que todos que ali estavam cumprindo sua missão junto ao seguro têm a obrigação de levar “para toda a família brasileira” a importância do seguro.

Em seguida, a apresentadora do evento Anelise Scofield pediu aos executivos Branco e Marlon Amaral, da Bvix Seguradora, uma das patrocinadoras máster do Oscar do Seguro deste ano, para que subissem ao palco e fossem homenageados.

O primeiro prêmio da noite, o de “Funcionário Interno”, foi entregue a Patrícia Melo, analista comercial da MBM Seguradora e Previdência. Em seguida, os premiados foram: José Luiz Fontes, superintendente da Bradesco Vida e Previdência, na categoria “Superintendente/ Gerente”; a Plataforma Assessoria de Seguros, em “Assessoria de Seguros”, tendo os seus diretores Gilberto e Leonardo Villela no palco; a Cajuti, a melhor “Corretora de Seguros”, representada pelo diretor Paulo Machado, e a Bradesco Vida e Previdência, com a melhor “Campanha de Marketing” e tendo no palco o diretor da companhia José Pires. “Este troféu é a certeza de que estamos no caminho certo”, disse Pires.

Na sequência, a melhor “Seguradora de Capitalização” eleita foi a Capemisa Capitalização, que teve como representante o presidente do conselho de administração da empresa, Laerte Tavares. O prêmio entregue em seguida foi o de melhor “Seguradora Operadora de Saúde”, cuja premiada foi a SulAmérica, representada pelo diretor-executivo de Saúde e Odonto, Heitor Augusto, e pelo diretor de Vida e Previdência, Victor Bernardes. Ambos reverenciaram outra executiva da SulAmérica, a diretora comercial RJ/ES, Solange Zaquem, efusivamente aplaudida: “Todos sabemos que a nossa Solange merece esse reconhecimento. Solange, esse Oscar é seu”, discursou Heitor. Na categoria anunciada logo após as palmas para Solange, a de “Personalidade do Seguro”, conquistou-a o CEO da Capemisa, Jorge Andrade, que recebeu o Oscar das mãos de Edson Calheiros. “O que nós sabemos fazer é cuidar de pessoas. Essa premiação nos dá muito mais responsabilidade daqui em diante”, assinalou Andrade.

Coube o Oscar de melhor “Seguradora de Vida” à Mag Seguros, que foi representada pelo diretor da seguradora Waldemir Fiorio. Logo após essa premiação, foi chamada ao palco Fátima Monteiro, CEO da Flanci Corretora, para receber o Oscar de “Mulher de Seguro do Ano”. Fátima foi eleita, em dezembro de 2022, a primeira mulher presidente do Clube de Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ). Ela também recebeu muitos aplausos pela premiação. “Minha felicidade maior será o dia em que eu ver todo brasileiro ter um seguro de vida. Temos que brigar por isso. Nós, do Clube de Corretores de Seguros-RJ, brigamos muito para que a carteira de Vida a cada dia seja mais reconhecida. Não é seguro de vida e sim um seguro de proteção familiar. Que cada brasileiro um dia tenha essa proteção. Será o dia mais feliz da minha vida”, discursou Fátima.

Na categoria “Homem de Seguro do Ano”, o eleito foi o CEO da HDI, Eduardo Dal Ri, representado no evento pelo diretor comercial da HDI no Rio, Alexandre Moreira. “O Edu tem trabalhado bastante com relação à integração de pessoas, de culturas e para retenção de talentos”, disse Moreira, revelando que a HDI intensificará o foco em Vida e pessoas.

No final do evento, a entrega do Oscar de melhor “Seguradora do Ano” foi feita por Edson Calheiros ao diretor comercial Marcos Silva, representante da Porto, a seguradora eleita. Emocionado, Silva discursou: “Quero agradecer a toda minha equipe que, genuinamente, trabalha com toda nossa essência e a leva para o mercado. Agradecemos também aos nossos corretores pela dedicação, parceria e confiança. Corretor para sempre!”

O presidente do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais, João Paulo Moreira de Mello prestigiou o evento e exaltou o CVG-RJ. “É uma entidade pioneira na disseminação da cultura do seguro de pessoas no Brasil. Há 48 anos promovendo esse congraçamento, que é o Oscar do Seguros, uma oportunidade para as pessoas que atuam nesse setor, que é tão importante para o país e a sociedade”, concluiu Mello.

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Sobre o CVG-RJ

O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro surgiu há 58 anos com o objetivo de estimular o crescimento dos Seguros de Pessoas no Brasil. Hoje, as empresas beneméritas colaboram para que o CVG-RJ desenvolva as suas atividades, entre seguradoras, corretoras, consultorias e assessorias de seguro. Ao todo, são mais de 1.200 associados, que participam de sua programação. Em cursos de formação profissional, foram capacitados milhares de alunos, que hoje desempenham funções importantes nas empresas do mercado de seguros.



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Por mais que a morte seja uma certeza, é difícil dizer que estamos preparados para ela. Mas o fato é que a perda faz parte de nossas vidas e, por mais difícil que seja, é importante pensar em como as pessoas que amamos ficarão amparadas financeiramente na nossa ausência.
Por Agencia Vista 12 de outubro de 2020
Rio de Janeiro, 4 de agosto de 2020 – A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje a síntese dos principais dados relativos ao desempenho do setor de seguros ao longo do exercício corrente até junho de 2020. No mês de junho de 2020, as receitas dos segmentos supervisionados pela Susep totalizaram R$ 23,35 bilhões. Apesar de ainda haver uma queda de 4,3% no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2019, já se verifica uma recuperação, principalmente nos segmentos de seguros de danos e pessoas. A síntese mensal dos principais dados do mercado é produzida com base nas estatísticas geradas pela Assessoria de Estudos e Relações Institucionais da Susep, a partir dos dados encaminhados pelas companhias supervisionadas, por meio do sistema FIPSUSEP. Acesse os dados de junho de 2020.
Por Agencia Vista 12 de outubro de 2020
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), em reunião ordinária do Conselho Diretor realizada em 16/07/2020, aprovou abertura de consulta pública com o objetivo de promover a simplificação do mercado de seguros de danos massificados. A consulta terá início hoje, 21 de julho de 2020. A evolução proposta pela autarquia separa a regulação de seguros de danos para cobertura de riscos massificados e para cobertura de grandes riscos. O objetivo é diferenciar o tratamento regulatório desses mercados, que têm características bastante distintas. “Enquanto nos seguros massificados há uma visão de maior proteção ao consumidor, nos seguros de grandes riscos busca-se uma maior autonomia das relações contratuais entre as partes”, ressalta Mariana Arozo Benicio de Melo, Coordenadora-Geral de Regulação de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência. A simplificação da regulação de seguros massificados irá conferir maior simplicidade e clareza para os produtos, sempre com a preocupação de aumento de transparência para o consumidor. Vale mencionar que a proposta revoga, total ou parcialmente, outros 10 atos normativos, em geral com regras mais prescritivas e não consolidadas. Um importante ponto a ser discutido com a sociedade é a flexibilização da estruturação das coberturas e desenho dos produtos. Atualmente o mercado percebe como obrigatória a estruturação dos produtos em camadas, ou seja, em condições gerais, especiais e/ou particulares, gerando condições contratuais extensas e de difícil compreensão. De acordo com Rafael Scherre, Diretor Técnico da autarquia, “espera-se que seja o primeiro passo para uma crescente simplificação dos produtos, tornando-os de mais fácil entendimento para os consumidores”. Na mesma linha, propõe-se a revogação de dispositivos que limitavam a conjugação de coberturas de diferentes ramos em um mesmo produto, de forma que eventuais restrições sejam tratadas, se for o caso, em normas específicas. “Esperamos com a norma uma nova dinâmica para o mercado de seguros, com o aumento da oferta e diversificação de produtos. Um bom exemplo do impacto que isto pode ter foi o que aconteceu com o seguro intermitente, que gerou menores preços e novos produtos no seguro de automóvel”, explica Solange Vieira, Superintendente da Susep. Diversificação, simplicidade e melhores preços A proposta exclui ainda a referência a planos de seguros padronizados e deixa de tratar da distinção de procedimentos para planos padronizados e não padronizados. O objetivo é transformar a atual percepção de produtos padronizados “aprovados” pelo regulador, o que tem claros efeitos negativos sobre diferenciação de produtos e inovação, prejudicando os consumidores e a inclusão de mais segurados no mercado. Importante lembrar que produtos mais simples tendem a ser mais baratos, tornando-os mais acessíveis a consumidores de renda mais baixa. Destaca-se também a obrigatoriedade de informar aos segurados que o registro de produto é automático e não representa aprovação ou recomendação por parte da Susep, tendo as seguradoras liberdade para estabelecer seus produtos, que devem estar em conformidade com a legislação vigente. Esse ponto é de extrema importância para mudar o conceito equivocado de que a Susep aprova os produtos de seguros de danos. Também serão eliminadas as listas de verificação. Assim, espera-se que haja maior flexibilidade e liberdade para elaboração dos produtos, acompanhada de maior responsabilidade por parte das seguradoras pelos produtos que desenvolve e comercializa. Entre as medidas propostas tem-se: i) dispensa de registro prévio da nota técnica atuarial do plano de seguros de danos (fica sob guarda da seguradora e disponível em caso de solicitação); ii) clareza sobre a possibilidade de estruturação de coberturas vinculadas à prestação de serviços com livre escolha dos prestadores de serviços e/ou indicação de rede referenciada pela sociedade seguradora; iii) possibilidade de estruturação de coberturas all risks em diferentes ramos; iv) exclusão da tabela de prazo curto; v) exclusão de cláusula padronizada de concorrência de apólice. Vale ressaltar que a presente proposta normativa está alinhada com os objetivos estratégicos “Simplificar a regulação dos mercados” e “Ambiente favorável ao desenvolvimento de um mercado competitivo, transparente, inovador e com maior cobertura”. A Susep convida todos os interessados a participar da construção dessa importante proposta normativa para o mercado de seguros. A consulta pública ficará aberta pelo prazo de 50 dias, a contar de 21/07/2020, e pode ser acessada em http://www.susep.gov.br/menu/atos-normativos/normas-em-consulta-publica.
Por Agencia Vista 12 de outubro de 2020
A Susep colocou em consulta pública proposta para permitir e regular a emissão de dívida subordinada nos mercados supervisionados. A medida busca modernizar a regulamentação do mercado brasileiro de seguros e previdência aberta, alinhando o arcabouço doméstico a práticas difundidas nos mercados internacionais e fica aberta para comentários e sugestões até o dia 14 de setembro. Trata-se de prática comum em mercados internacionais mais desenvolvidos. Na Europa, por exemplo, o mercado de dívida subordinada de seguradoras é superior a 150 bilhões de euros, com destaque para jurisdições como Holanda, França e Reino Unido. Com a iniciativa, será facultada a emissão de um tipo de instrumento híbrido de capital e dívida, ampliando as fontes de financiamento para o setor. Tendo em vista suas características de subordinação e de absorção de perdas, que conferem maior proteção aos clientes das empresas emissoras, esses instrumentos serão elegíveis para compor o capital regulatório (Patrimônio Líquido Ajustado) das sociedades seguradoras, conforme diretrizes presentes nos próprios Princípios Básicos de Seguros da IAIS (International Association of Insurance Supervisors). Ainda, as emissões poderão ser realizadas no mercado local ou em mercados internacionais, ampliando o rol de instrumentos que poderão ser utilizados por investidores estrangeiros com apetite para aplicações em ativos financeiros no país. Transparência estimulada As seguradoras que quiserem utilizar este instrumento deverão ter aderido ao Sistema de Registro de Operações (SRO), proporcionando maior transparência tanto para o supervisor quanto para potenciais investidores de mercado sobre suas operações de seguros. Atualmente, já há 3 registradoras com sistemas homologados e os registros já podem ser realizados de forma voluntária. A medida que possibilita a utilização de mais um instrumento de captação de recursos e a redução do custo de capital das seguradoras, a partir do surgimento de um novo título que poderá ser negociado no mercado de capitais e, assim, atrair novos perfis de investidores para o mercado de seguros. Com base no patrimônio atual do mercado, a medida poderá atrair até R$ 5 bilhões de novas captações para o setor supervisionado pela Susep. A partir de novas captações, as entidades terão nova fonte de financiamento para ampliar sua oferta de produtos, além de investir em inovação e serviços para aprimorar o relacionamento com os clientes, por exemplo. O Coordenador-Geral de Regulação Prudencial, César Neves, complementa que “este é um dos projetos que a autarquia vem implementando com vistas ao crescimento do setor e ao aumento da concorrência, sem que haja perda da qualidade da solvência das supervisionadas emissoras de dívidas subordinadas.”
Por Agencia Vista 12 de outubro de 2020
Iniciativa é parte dos avanços promovidos pela autarquia para a consolidação do novo marco regulatório do setor de seguros no Brasil Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2020 – A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou, em reunião ordinária do Conselho Diretor realizada em 13/08/2020, a abertura de consulta pública de normativo que dispõe sobre princípios e diretrizes gerais para estruturação e comercialização de contratos de seguros para cobertura de grandes riscos. A consulta terá início hoje e o novo normativo é consequência da proposta da autarquia de segregar a regulação de seguros para cobertura de grandes riscos e massificados, cujo normativo está sendo tratado por meio da Consulta Pública nº 16/2020. São avanços promovidos pela Susep com o objetivo de desregulamentar o setor, aumentar o número de produtos oferecidos, a cobertura do seguro no país, e consequentemente reduzir o preço final do produto. A simplificação da regulação de seguros de grandes riscos irá proporcionar ao mercado maior flexibilidade nas negociações contratuais entre as partes, oportunidade de ampliar a oferta de produtos e serviços, reduzir custos e a regulamentação do segmento, enxugando, assim, o estoque regulatório. “Nos seguros de grandes riscos, o porte econômico e a capacidade técnica das partes demandam menos intervenção regulatória” explica Solange Vieira, Superintendente da Susep. A norma estabelece como grandes riscos os seguintes ramos: D&O, riscos de petróleo, riscos nomeados e operacionais – RNO, global de bancos, aeronáuticos, stop loss, nucleares e compreensivo para operadores portuários. Para os demais ramos, serão classificados como contratos de grandes riscos quando o limite máximo de garantia (LMG) for superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); ou quando, no exercício imediatamente anterior, o contratante tiver ativo total superior a R$ 27.000.000,00 (vinte e sete milhões de reais) ou faturamento bruto anual superior a R$ 57.000.000,00 (cinquenta e sete milhões de reais). Este trabalho é resultado de um amplo debate do corpo técnico da Susep com participantes do mercado supervisionado para entender os principais entraves estruturais do mercado de grandes riscos. Reuniões com organismos internacionais também foram realizadas com o objetivo de entender como é regulado o mercado de seguros de grandes riscos em países mais desenvolvidos. A proposta dá ênfase à liberdade contratual, em linha com o panorama desenhado pela Lei nº 13.874/19 – Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, especialmente com relação ao art. 421, relacionado à liberdade contratual e ao art. 421-A, que presume contratos paritários e simétricos. Além disso, os contratos devem observar princípios e valores como boa fé, clareza e objetividade das informações e estímulos a soluções alternativas de controvérsias entre outros. A proposta extingue a estrutura de clausulados existente, bem como elimina a necessidade de registro de produtos de grandes riscos junto ao regulador, o que deverá proporcionar maior flexibilidade e agilidade para as seguradoras na diferenciação de produtos e principalmente sobre a inovação. Negociação fortalecida De acordo com Solange Vieira, “os contratos de seguros de grandes riscos geralmente envolvem valores elevados, subscrição especializada e intenso gerenciamento de risco. Esperamos que, com a maior flexibilidade nas negociações contratuais, as seguradoras possam não só ampliar a oferta de produtos, como também oferecer produtos de maior valor agregado, impulsionando assim o mercado de grandes riscos”. Entre as medidas propostas tem-se: i) definição de ramos e grupos de ramos que são classificados como grandes riscos; ii) tratamento regulatório diferenciado e principiológico para seguros de grandes riscos, eliminando e tornando facultativa a aplicação de regras prescritivas, anteriormente obrigatórias; iii) dispensa de registro prévio das condições gerais e nota técnica atuarial para seguros de danos de grandes riscos (fica sob guarda da seguradora e disponível em caso de solicitação); iv) simplificação regulatória através da consolidação de diversos normativos relacionados a grandes riscos. Vale ressaltar que, assim como a nova norma de massificados, a presente proposta está alinhada com os objetivos estratégicos da Autarquia de “Simplificar a regulação dos mercados” e buscar um “Ambiente favorável ao desenvolvimento de um mercado competitivo, transparente, inovador e com maior cobertura”.
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